Reagir ou não ao estupro?


Grande parte dos homens estão desarmados quando atacam. Defesa pessoal pode ser uma saída.

Longe de ser a solução ideal para a cultura de estupro que é eminente não só no Brasil, mas em todo o mundo, reagir a um ataque de estupro pode sim evitar que ele se consume. Um estudo canadense, publicado pelo New England Journal of Medicine, em junho de 2015, mostrou que denúncias de estupro entre as alunas de uma universidade que receberam o treinamento de defesa pessoal diminuíram 50% em um ano, se comprado com o grupo que não recebeu.

“Nas nossas palestras e encontros com vitimas de violência sexual percebemos que em 90% dos casos os homens estão desarmados. Hoje eu defendo sim que as mulheres devem reagir. Aumenta e muito a chance de não serem estupradas. Não ignoro o fato de que possa resultar numa agressão física. Porém, quando aprendemos a nos defender não somos mais ‘vulneráveis’ temos em nossas mãos a opção de nos defendermos”, explica Maria Letícia Fagundes, médica legista e ginecologista, presidente da ONG MaisMarias em Combate à Violência Contra a Mulher.

Sem desconsiderar que é uma medida paliativa, como o próprio estudo concorda, preparar a mulher para se defender em ataques pode sim dificultar que o ato se consume, pois aumenta a confiança da mulher. “É, ao meu ver uma ótima estratégia para diminuir esse problema como solução a curto prazo, porém o que precisa mesmo são ações complementares, na mudança cultural da sociedade como um todo. Estamos inclusive estudando implantar cursos de defesa pessoal para meninas em escolas por meio da ONG Mais Marias”, completa Maria Letícia.

Sobre o estudo: http://www.theglobeandmail.com/life/study-shows-resistance-tactics-work-to-prevent-campus-sexual-assault/article24905250/

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